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Pela tipologia decorativa, pela urna e técnica de pintura, tudo indica que a Cama que temos em exposição seja do séc. XIX. Este móvel não era obviamente comum, mas sim uma peça de luxo para as casas mais abastadas.

Ao centro da peça temos um florão típico de D. Maria, o qual podemos observar mais tarde nas camas de ferro, ou de Barras (localmente chamada Cama de Capela) feitos em ferro forjado de uma forma tosca.

Da Cama original só resta a cabeceira, que foi adquirida a José Antunes Chambel nos anos 60 do séc. XX. Encontrava-se na altura toda coberta por uma camada de tinta. Um funcionário do Museu, Januário Coradinho, retirou esta camada e devolveu-lhe o esplendor original. O Mestre carpinteiro da Câmara, Sr. Feijão, executou o restante, com o requinte que podemos observar.

Sobre a peça expõe-se uma colcha em chita de Alcobaça.

Debaixo do móvel, estão ao “dispôr” dois Penicos em cerâmica de Redondo, bastante usados numa época em que os esgotos eram quase inexistentes.